A travessia ancestral de Sidney Rezende

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As lágrimas toldaram-me ao ler nesta manhã (10/11) a notícia da travessia do rio da vida do meu parceiro musical e amigo de vida Sidão. Sidney Rezende se ancestralizou!

O espírito deixou o corpo, que volta à terra, para ir residir no leito do rio das estrelas e levou consigo o talento musical, a ternura e o carinho com as pessoas, a mineirice e o dom especial de ser Sidney Rezende.

Sidão deixou além de suas obras musicais, o gosto e a fala pelo café vindo dos campos das Minas dos Gerais; a teimosia irrequieta do espírito criativo de criador, que não parava, mesmo quando tudo conspirava para que parasse com o voo de seu pássaro sonhador; o amor pela coisa cabocla, a valorização da vida do nosso irmão do interior, a busca pela perfeição de suas produções lítero/musical e a paciência sem fim do mineiro que se acaboclou: esses são os legados imaterial que Sidney Afonso Rezende de Mello nos deixa.

Obrigado Sidão pelas obras, pela parceria musical (Nações Extintas), pela amizade matuta e pela vida gerando obras que pudemos partilhar lá em Parintins e aqui em Manaus.

Que sua ancestralização nos sirva de lume e inspiração!

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