Mulheres indígenas apresentam pauta de lutas no Amazonas

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Mulheres representantes dos povos Tucano, Arapaso, Saterê-Mawê, Desano, Ticuna e Kulina participam em Manaus, nesta quarta-feira (20/4) da roda de conversa O Arco de Sonhos e as lutas das mulheres indígenas.

O encontro, na sede do Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares), na avenida Leonardo Malcher, 339, Centro, será de 9h às 12h e inaugura, em Manaus, a série de atividades organizadas pelo Comitê Amazonas do 10º Fórum Social Pan-Amazônico (Fospa-2022), a ser realizado de 28 a 31 de julho, em Belém (PA).

As convidadas do comitê estadual do Pré-Fospa/AM são mulheres que acumulam anos de experiências de lutas dentro do movimento indígena e do movimento de mulheres indígenas do Brasil.

São elas: Rosimere Maria Teles Vieira, arapaso, atuou na Amarn, a União de Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (Umiab), no Fórum de Educação Escolar Indígena (Foreaa-AM), no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) e atualmente responde pela coordenação da Rede de Mulheres Indígenas Makira-Êta; Clarice Arbela, tucano, coordenadora-geral da Aamern, mestranda em História na Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Maria Assunto Pedrosa Ferreira, tucana, ex-coordenadora da Uamiab, membro da Makira-Eta, bióloga e assessora de campo do Serviço e Cooperação com o povo Yanomami (Secoya); Djuena Tikuna, jornalista, cantora, ativista do movimento indígena e das culturas dos

Ato público em defesa do Povo Yanomami na Praça do Congresso, Centro de Manaus (AM). Foto: Ligia Apel/Cimi

povos indígenas; Maria Sandiele Saterê – Yusuro Dihputiro, representante da juventude indígena; Marlene Kulina, professora e coordenadora da Articulação das Organizações dos Povos Indígenas do Juruá (Opiju).

Da roda de conversa participarão ainda o grupo de mulheres cantoras do povo Warao; a Analista Social Mary Nelys, do Sares; Nildes Souza representante da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) na secretaria -executiva do Fosp; e Socorro Papoula, do comitê internacional e estadual do fórum.

A roda de conversa no dia 20 marca também uma das ações do abril indígena e tem o apoio da Aamarn, do Sares, da Frente Amazônica de Mobilização em Defesa dos Direitos Indígenas (Famddi), do grupo de pesquisa Mediação – Comunicação, Complexidade e Culturas/Linha 3 – Expressões Amazônicas, Imaginário e Comunicação (FIC-Ufam).

O que é o FOSPA?

Nove países integram a articulação do Fórum social Pan-Amazônico (Brasil, Peru, Bolívia, Equador, Colômbia, Venezuela, República Cooperativa da Guiana, Suriname e  Guiana francesa). Todos eles são atravessados pela Bacia Amazônica e é nesse espaço plural que são constituídas iniciativas de reflexão e ação.

De acordo com a coordenação geral do Fospa,  o compromisso assumido é: “Construir um processo de mobilização, discussão e propostas que se traduzam em um grande evento bienal que busque reunir e articular movimentos sociais, povos indígenas e comunidades tradicionais dos nove países da Bacia Amazônica” de caráter intercultural É o que ocorrerá em Belém, a “capital da resistência e trincheira dos povos”, na última semana de julho, duas décadas depois de ter sediado um Fospa.

Para esse empreendimento, o comitê internacional do fórum – formado por representantes de cada país/região – atua em permanente contato com os comitês estaduais, como o do Amazonas que programa a realização, até julho, de eventos por municípios, informa a ativista dos direitos da mulher e da cultura Socorro Papoula.

Para saber mais sobre o Fospa, acesse: http://www.forosocialpanamazonico.com/pt/em-FSPA/

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