Estudantes brasileiros são premiados por soluções para crise de refugiados

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Mais de 40 mil estudantes universitários e secundários, de 70 países, participaram de um desafio para melhorar a vida de milhões de refugiados em todo o mundo. A competição é organizada pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur). *

A iniciativa é parte do Modelo Nações Unidas, ou UN Model na sigla em inglês, que concedeu oito prêmios e menções honrosas aos melhores projetos.

Equipes 

As reuniões anuais do Modelo ONU simulam conferências e encontros da organização nas áreas de paz e segurança, direitos humanos, desenvolvimento sustentável, igualdade de gêneros e outros tópicos.

Propostas de comunicação foram apresentadas nos Diálogos de Proteção do Alto Comissário. Foto: Unicef/Viktor Moskaliuk

Na última edição do desafio, três equipes de estudantes brasileiros ganharam em ambas as categorias. O Prêmio de Comunicação foi anunciado na semana passada com destaque para o melhor vídeo.

O vídeo Pelotas Model United Nations é um projeto dos estudantes de Relações Internacionais da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Aqui, os alunos falam da importância de incluir os refugiados nas comunidades anfitriãs, como explicaram os estudantes Gustavo Ferreira e Luís Gustavo Queiroga.

Primeira língua 

Já a menção honrosa foi entregue ao G20+6 Mun, fundado por Matheus Marques, que estuda Direito na Universidade de Minas Gerais. Ele foi agraciado ao lado de Giulia Marras, que faz Relações Internacionais na Universidade de Siena, na Itália.

No tópico de discussão Covid-19 e refugiados, eles recomendaram a construção de unidades de saúde nas fronteiras de países em conflito para divulgar informações sobre o novo coronavírus na primeira língua dos refugiados, além de entregar equipamentos de proteção. O grupo composto por 60 estudantes tinha mais de 25 nacionalidades.

A equipe do Modelo ONU de Relações Internacionais das Faculdades de Campinas também venceu com o Prêmio de Comunicação de melhor vídeo ao publicar três entrevistas com refugiados que vivem em Campinas nas redes sociais. O grupo foi orientado pelas professoras Roberta Machado, Patrícia Rinaldi, Patrícia Borelli e Rúbia Pontes.

Eles conquistaram a distinção com o tema “clima e deslocamento forçado”. Para o grupo, o apelo por engajamento nas redes sociais de outros jovens foi fundamental para o sucesso do trabalho.

As propostas de comunicação foram apresentadas nos Diálogos de Proteção do Alto Comissário, um fórum que reúne decisores de temas globais sobre a proteção de refugiados.

O júri foi composto por refugiados e funcionários do Acnur.

*Com informações do Acnur Brasil.

Confira todos os vídeos aquiaqui e aqui.


Fonte: ONU News

 

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