Prédio do ICET/Ufam é o primeiro a utilizar energia solar em Itacoatiara

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Ao todo, foram instalados 309 painéis com capacidade de gerar 380 watts

Na manhã desta sexta-feira (13/5), o Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia da  Universidade Federal do Amazonas (ICET/Ufam), localizado em Itacoatiara, inaugurou o primeiro prédio da cidade a utilizar energia solar.

Ao todo, foram instalados 309 painéis com capacidade de gerar 380 watts, o que equivale a atender 110 residências.

A obra foi realizada em parceria com a Unidade de Pesquisa em Energia, Clima e Desenvolvimento Sustentável, vinculada ao Centro de Ciências do Ambiente (UPEC/CCA/Ufam),

De acordo com o coordenador do UPEC/Ufam e diretor do CCA/Ufam, docente Eron Bezerra, a utilização de energia limpa no edifício poderá reduzir, entre 40% e 50%, os gastos com a energia convencional.

“A UPEC/Ufam é responsável por sete edifícios solares, localizados na sede da Ufam e nos campi do interior. A produção de energia elétrica, a partir da fonte solar, é colocada em prática dentro da Ufam. São edifícios localizados no setor Sul, Benjamin Constant, Coari, Humaitá, Itacoatiara e Parintins – cujas instalações estão em processo. Teremos, além da economia financeira, também a produção de energia sustentável e, consequentemente, redução de dióxido de carbono (CO2), o principal elemento do grupo de gases de efeito estufa (GEE). Só na unidade de Itacoatiara, nós vamos reduzir algo, anualmente, em torno de 9 mil toneladas de dióxido de carbono e isso equivale ao trabalho de cerca de 10 mil árvores. Destacamos esse fato para termos clareza sobre a limpeza que uso de energia sustentável faz nesse ambiente”, explicou.

O professor falou ainda que outro efeito prático da iniciativa é a possibilidade de pensar edifícios solares em comunidades isoladas.

“Eles são economicamente viáveis se comparados com os custos da energia à base de combustível fóssil. A ideia é ter a possibilidade de levar alternativa para regiões que não possuem energia elétrica, ampliando a possibilidade de garantir desenvolvimento econômico e social de forma sustentável”, revelou.

Para o diretor do Icet, professor Geone Maia Corrêa, além dos ganhos diretos, com a redução de custos, há ainda a possibilidade da comunidade acadêmica e em geral se aproximar das ideias em torno de energias renováveis.

“São mais de 300 placas que podem gerar uma economia entre menos 40% e menos 50% no valor da conta da energia do Icet. Como resultado, já vislumbramos ofertar outros serviços necessários ao Instituto para 2023. Ressaltamos também o compromisso da Ufam com a agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), além de aproximar Itacoatiara a uma possível mudança de entendimento sobre o uso de energias sustentáveis”, destacou.

Inauguração. Fotos: Ascom/Ufam

Upec

Além dos prédios solares, a Upec é responsável por sete estações solarimétricas no estado do Amazonas que mensuram parâmetros solares e fazem o monitoramento diário de dezenas de variáveis meteorológicas, dentre as quais os gases de efeito estufa, especialmente aqueles de maior impacto no aquecimento global, como o Dióxido de Carbono (CO2), Metano (CH4), Óxido Nitroso (N2O), Clorofluorcarboneto (CFC), dentre outros.

As estações estão localizadas em Manaus, Itacoatiara, Benjamin Constant, Parintins, Coari, Humaitá e São Gabriel da Cachoeira.

Os recursos aplicados para as pesquisas dos prédios solares e estações solarimétricas da Ufam são frutos de Emenda Parlamentar da senadora Vanessa Graziottin.

São parceiras da UPEC, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), e a Universidade Nilton Lins. Na Ufam estão envolvidos: Centro de Ciências do Ambiente (CCA), Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), Instituto de Ciências Exatas (ICE), Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (ICET) e Instituto de Saúde e Biotecnologia (ISB).

“Atuamos ainda na construção de bicicletários, feiras agroecológicas, educação ambiental, reciclagem, entre outros, entendendo que sem desenvolver a consciência ambiental jamais poderemos falar em sociedade sustentável”, finalizou o coordenador do UPEC/Ufam e diretor do CCA/Ufam, docente Eron Bezerra.


Fonte: Ascom/Ufam

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