UEA amplia bolsas de assistência à docência em 71%

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A Universidade do Estado Amazonas (UEA) vai ampliar, neste ano, o número de bolsas do Programa de Assistência à Docência (PAD), que vai passar de 42 para 72, um crescimento de 71%.

O programa foi aprovado como política institucional da universidade, a primeira de formação inicial de professores da instituição.

Os acadêmicos são acompanhados por professores da universidade, em parceria com as secretarias de Educação do Estado e dos municípios.

A assistência tem duração de um ano, com até 200 horas anuais, em duas aulas por semana, com quatro horas de duração. Ao final de cada semestre, os estudantes apresentam relatórios de pesquisa.

Coordenado pelo Laboratório de Ensino, Pesquisa e Experiências Transdisciplinares em Educação (Lepete), o Programa de Assistência à Docência já capacitou mais de mil acadêmicos desde 2011.

O programa conta com projetos de extensão e estágio para os profissionais de pedagogia e outras licenciaturas. Segundo a pedagoga que coordena o projeto, Eglê Wanzeler, a prática em sala de aula traz um avanço pedagógico e científico na formação inicial de professores.

“Os acadêmicos vivenciam práticas pedagógicas em salas de aulas e experimentam processos educativos que os qualificam para a docência. Eles passam por uma forte formação teórica e metodológica nos cursos de licenciaturas e têm, na escola, o lugar de experiências e profissionalização para o mundo do trabalho”, explica.

Prática pedagógica

O ingresso ao programa é feito por meio de edital. Neste ano, o PAD teve início com atividades em nove escolas públicas, com bolsistas atuando nas brinquedotecas, TV Lepete e na revista Saberes e Práticas.

Para a coordenadora pedagógica do Lepete, Maria Quitéria Afonso, o PAD pode ser utilizado no currículo dos cursos de licenciaturas, como experiência de estágio supervisionado. “Quem faz o PAD pode, por exemplo, não precisar fazer estágio supervisionado. Pelo menos, não todos, pois pode ser aproveitado”, disse.

O programa atende escolas nos mais diversos locais, com atividades em escolas indígenas, rodoviárias e ribeirinhas. “As escolas indígenas e ribeirinhas exigem deslocamento fluvial. Para isso, contamos com a parceria da Polícia Militar Ambiental”, disse Maria Afonso.

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