Fórum Nacional exige a recriação do Ministério da Cultura

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Uma carta com as reivindicações do Fórum Nacional de Cultura, que reúne os secretários e gestores de cultura dos estados, será entregue aos pré-candidatos à Presidência da República. Entre as medidas  necessárias para o desenvolvimento do setor, está a recriação do Ministério da Cultura, extinto no governo Bolsonaro.

A informação é do presidente da instituição, Fabrício Noronha, também secretário de Cultura do Espírito Santo, que está em Manaus, presidindo a reunião do fórum, que começou nesta quinta-feira (19/5) e encerra-se no dia 21.

Na reunião de hoje, os secretários discutiram o futuro das políticas públicas do setor e a promulgação das leis Aldir Blanc 2 e Paulo Gustavo, que preveem a destinação de recursos da União para estados aplicarem no fomento à cultura.

Os secretários e dirigentes estaduais de cultura participaram do evento de forma híbrida, presencial e online.

Realizado no Salão Solimões, anexo ao Palácio Rio Negro (avenida Sete de Setembro, 1546, Centro), 17 representantes de estados participaram da reunião.

De acordo com o presidente do Fórum e secretário de Cultura do Espírito Santo, Fabrício Noronha, o período é de retomada das atividades culturais e requer a união de todos os estados.

“No primeiro momento, nós vamos atualizar sobre a Lei Aldir Blanc 2 e Paulo Gustavo. Semana passada, eu e o secretário Apolo fomos com uma comitiva de secretários conversar com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e com o presidente em exercício da Câmara, Marcelo Ramos. Vamos, então, trazer algumas atualizações da sessão conjunta da derrubada dos vetos”, adiantou o presidente do Fórum, informando que a votação deve ser realizada na próxima semana.

Intercâmbio

Receber os representantes da cultura do País é a oportunidade de troca de experiências na avaliação do vice-presidente da região norte no Fórum e secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Marcos Apolo Muniz.

“Esse encontro fortalecerá a relação entre os estados e iniciativas voltadas à busca de alternativas para auxiliar o setor, tão prejudicado durante a pandemia. E, nesta retomada, receber os secretários em Manaus, estabelece um melhor diálogo com os outros estados e o intercâmbio cultural”, afirmou o secretário Marcos Apolo.

Estados

Participaram da programação do Fórum presencialmente os representantes dos estados do Espírito Santo, Mato Grosso, Roraima, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Remotamente participaram do encontro os estados da Bahia, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Pará.

Secretário de cultura de Goiás, Marcelo Carneiro disse que a descentralização de recursos para os estados e municípios é o centro dos debates desta edição do Fórum.

“O recurso (Lei Aldir Blanc) chega aos estados e municípios e chega ao trabalhador de cultura, de fato. Então esse é um tema, um objetivo essencial para o estado. Venho aqui intercambiar com projetos e experiências de aplicações dos recursos da Aldir Blanc no passado”, explicou.

Na avaliação do secretário de Cultura de Minas Gerais, João Moro, a necessidade de retomada da economia criativa é outro ponto destacado pelos representantes dos estados.

“Eu sempre digo que foi o primeiro setor (cultura) que parou e o último que vai voltar para valer. É muito importante estar aqui para discutir com os gestores dos outros estados para entender o que cada um tem feito para mitigar todos os problemas e o que podemos fazer em Brasília”, disse.

Agenda

A programação dos secretários em Manaus será finalizada no dia 21 de maio, com uma imersão cultural. Antes disso, nesta sexta-feira (20/5), os gestores participam do 3º Encontro de Economia Criativa e Teatros de Ópera na América Latina, com uma reunião no Salão Solimões, visita à Central Técnica de Produção (CTP) e ida ao Teatro Amazonas, para assistir a exibição da ópera Peter Grimes, do 24º Festival Amazonas de Ópera.

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