Tribo Munduruku conquista o título de campeã do Festribal de Juruti

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A Munduruku (vermelho e amarelo) é a campeã do 28º Festival das Tribos Indígenas de Juruti (PA) (Festribal) deste ano, com o tema Povos originários: herdeiros da terra-floresta, defendo no tribódromo, na noite do dia 30/7.

O tema, executado por meio de espetáculo alegórico, cênico e coreográfico, é um manifesto artístico de resistência em defesa do meio ambiente e da vida de todas as nações indígenas.

A avaliação da mesa julgadora, formada por quatro membros convidados de outros estados, foi divulgado nesse domingo (31/7).

A campeã obteve 479.9 pontos contra 477.9 pontos conquistados pela Muirapinima (vermelho e azul), que defendeu o tema Liberdade.

As protagonistas do festival são as tribos Munduruku e Muirapinima, que se apresentaram na noite do dia 30. Antecederam à disputa principal, o Baile dos visitantes (28) e a performance das tribos mirins homônimas das principais (29).

O festival é uma das mais conhecidas manifestações etno-populares do Oeste do Pará, realizado há 28 anos.

Muirapinima havia vencido o festival de 2019, quando se iniciou o período da pandemia do novo coronavírus, e as apresentações passaram a ser realizadas virtualmente.

Essa foi a primeira programação presencial pós-pandemia.

Cálculos da prefeitura local, estimam que ao menos cinco mil turistas se deslocam de outras cidades amazônicas para assistir ao festival.

O Festribal de Juruti compõe o círculo de festas populares do Médio e Baixo Amazonas, no qual se encontram o Festival Folclórico de Parintins, o Festival Folclórico do Amazonas, o Festival da Ciranda de Manacapuru e o Festival do Sairé de Alter do Chão.

Todas se inspiram no imaginário amazônico para ressaltar a identidade indígena da região e seus desdobramentos etnoculturais.

Campeã

A agremiação campeã homenageia os indígenas Munduruku, que habitavam região entrecortada pelos rios Madeira, Tapajós, Juruena e Amazonas, denominada por historiadores e expedicionários de Mundurukânia.

Por sua bravura e belicosidade, os Munduruku dominavam vários outros povos. Acreditavam que em tempos imemoriais foram criados por Karu-Sacaebê e tinham como principal cerimônia ritualística o “pariuá-terã”, o ritual da cabeça mumificada.

Eram conhecidos por seus inimigos como “Paikicés”, que na linguagem indígena significa “cortadores de cabeça”.

Em meados de 1818 foi edificada uma pequena capela no aldeamento Munduruku de Juruti, fato que deu origem ao futuro Município de Juruti.

A Associação Folclórica Tribo Munduruku teve sua origem em 1993, uma expressão cultural que traz como fundadores os jurutienses Carmem Barroso, Adecias Batista , Edvander Batista e Jim Jones Batista , líderes de um grupo de aproximadamente 70 jovens que, naquele momento, integravam a dança indígena intitulada Munduruku, referência aos primeiros habitantes de Juruti.

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