ONU pede solidariedade e mais apoio ao povo da Venezuela

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O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, encerrou sua visita à Venezuela esta semana, a primeira à América Latina desde sua nomeação no ano passado.

Griffiths se reuniu com o presidente da República, o presidente da Assembleia Nacional, outros integrantes do governo e a delegação da oposição para o Diálogo do México, agências da ONU e ONGs nacionais e internacionais.

Griffiths visitou uma maternidade na Venezuela, onde conferiu o apoio humanitário aos serviços de saúde para reduzir a mortalidade materna. Foto: OCHA/Matias Delacroix
Economia

Na reunião, debateu-se maneiras de fortalecer ações para garantir que as pessoas mais vulneráveis ​​sejam atendidas. O subsecretário-geral também defendeu oportunidades para que os venezuelanos reconstruam suas vidas. Griffiths disse estar animado com os sinais de recuperação da economia.

Segundo ele, há ainda demandas humanitárias relevantes e é “mais importante do que nunca que a comunidade internacional continue a demonstrar solidariedade com os venezuelanos, garantindo que os mais vulneráveis, incluindo mulheres, meninas, meninos e idosos, não fiquem para trás”.

Em Caracas, Griffiths visitou o Hospital Maternidade Concepción Palacios, onde conferiu o apoio humanitário aos serviços de saúde para reduzir a mortalidade materna.

Caracas, capital da Venezuela. Foto: Unsplash
Plano de Resposta Humanitária

O subsecretário-geral da ONU declarou que, em suas reuniões com as autoridades, foi decidido publicar o Plano de Resposta Humanitária 2022-2023. Ele informou também que foi feito um acordo para que ONU e governo possam cooperar com “as condições de acesso para parceiros humanitários.”

O Plano exige US$ 795 milhões para este ano. O objetivo é apoiar 5,2 milhões de pessoas com assistência, com foco no apoio aos serviços de saúde, melhoria da segurança alimentar e nutrição, fortalecimento da prestação de serviços básicos e educação, promoção da proteção e abordagem da mobilidade humana.

Brasil foi o quinto maior destino de venezuelanos ao lado de Colômbia, Peru, Chile e Equador na região. Foto: OIM/Diana Diaz
Doações

Griffiths agradeceu aos doadores internacionais por seus esforços na mobilização de US$ 170 milhões até agora, enquanto pediu maior solidariedade e maior financiamento humanitário da comunidade internacional.

Ele acrescentou que “a ONU está pronta para o apoio, com a Venezuela não apenas tendo uma oportunidade única de encontrar soluções para enfrentar seus próprios desafios, mas em um contexto de crise global de energia e preços de alimentos, tendo o potencial de contribuir para soluções globais que podem impactar o bem-estar dos mais vulneráveis.”


Fonte: ONU News

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