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Visagem abre inscrições para debate sobre audiovisuais antropológicas

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O Grupo de Pesquisa em Antropologia Visual e da Imagem (Visagem), em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Pará (Ppgsa/UFPA), vai realizar o V Encontro de Antropologia Visual da América Amazônica nos dias 12 a 15 de setembro, no Campus Guamá da UFPA.

Por meio da oferta de oficinas, apresentação de trabalhos acadêmicos e da realização do Prêmio de Fotografia Arthur Napoleão Figueiredo, o evento pretende ser um espaço de debate sobre as produções científicas das Ciências Sociais desenvolvidas no audiovisual como consolidações etnográficas visuais e sonoras.

A primeira edição do encontro foi realizada em 2014, com a proposta de fortalecer o debate e a exposição sobre as produções científicas das Ciências Sociais que envolvem materiais fotográficos, filmagens, uso de desenhos e sonoridades. Com esses formatos de produção científica, é possível desenvolver novas perspectivas sobre os diálogos que envolvem questões das Ciências Sociais e áreas afins, como as práticas culturais de diversas populações e povos amazônicos. Para esta edição, o evento contará com a presença de professores renomados na Antropologia Visual, como Ana Paula Alves Ribeiro, da UERJ, Richard Pace, dos Estados Unidos, e Tiago Chingore, de Moçambique.

Proposto com base na fala de Ailton Krenak sobre a necessidade de se aprofundar os debates sobre questões que envolvam os povos originários e as populações tradicionais da Amazônia Pan-Americana, o tema do encontro deste ano será “Demarcar telas, demarcar territórios: tecnologias móveis, ciberespaço e produção audiovisual”.

“O encontro busca considerar as potencialidades trazidas pelos filmes etnográficos, as fotografias produzidas em contextos de colaboração, a inserção de desenhos nas formas narrativas e as sonoridades em diferentes contextos e paisagens, sendo uma excelente oportunidade para tematizar os desafios de quem vive nas comunidades, aldeias e espacialidades urbanas da Amazônia. Desse modo, teremos grupos de pessoas indígenas, quilombolas, ribeirinhas, extrativistas e tantos outros que compõem a diversidade da sociedade brasileira, bem como de outros lugares”, informa Denise Machado, coordenadora do Visagem.

Ao longo do evento, será proposto, ainda, um debate sobre o uso de ferramentas de tecnologia móveis, como o celular, para a divulgação de narrativas, luta por direitos, valorização de conhecimentos ancestrais e mobilização social dentro do espaço digital.

Como participar

O evento é voltado para estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores das Ciências Sociais que têm interesse em produções fílmicas e fotográficas na produção científica. As inscrições podem ser realizadas na página do evento, sendo gratuitas para estudantes do curso de Ciências Sociais da UFPA e da Universidade Estadual do Pará (UEPA), que não apresentaram trabalhos e resumos.

Pessoas aprovadas para apresentar seus trabalhos devem pagar as taxas de inscrição no valor de R$30 para estudantes de graduação; R$60 para estudantes de pós-graduação, mestres e doutores da área; e R$70 para profissionais de outras áreas. Os interessados em participar somente como ouvinte podem se inscrever pelo valor de R$30.

Grupo Visagem

O Grupo Visagem foi fundado em 2013 por estudantes do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFPA que tinham como objetivo articular e debater sobre as produções audiovisuais desenvolvidas nas Ciências Sociais, também chamadas de Antropologia Visual, e dialogar essas produções com outras áreas do conhecimento.

“No âmbito das Ciências, as formas de narrativas mais valorizadas são aquelas que seguem o padrão da língua culta e de acordo com normas técnicas das áreas científicas. Quando se incentiva a elaboração de falas e expressões com filmes, desenhos, fotografias e sonoridades, o diálogo da produção de conhecimento se enriquece. Dito de outra forma, promove-se a inserção de grupos sociais que foram subalternizados e que viram – e ainda veem – suas maneiras de ver e estar no mundo como algo de menor importância”, explica a coordenadora do grupo, Denise Machado.

O grupo realiza uma série de eventos, como os Encontros de Antropologia Visual da América Amazônica e o Festival de Filme Etnográficos, a fim de promover a autonomia intelectual e o enfraquecimento do preconceito por meio das produções antropológicas audiovisuais, indo além do conhecimento majoritariamente utilizado no ensino superior, que é a escrita científica.

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