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Educação: caminho para inclusão produtiva

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Em um país que enfrenta o desafio de qualificar 9,6 milhões de pessoas somente em ocupações industriais até 2025, conforme aponta o Mapa do Trabalho Industrial, levantamento conduzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), não é possível imaginar caminhos para a solução do problema sem considerar o papel fundamental da educação.

Ainda mais se considerarmos que dos 49 milhões de brasileiros na faixa dos 15 aos 29 anos, 20% não estudam nem trabalham – um dado que se mantém relativamente estável desde 2019, quando a taxa verificada pelo instituto foi de 22,4%.

Para darmos conta de atender as demandas atuais do mercado de trabalho, cada vez mais competitivo e impactado pela velocidade crescente das transformações na sociedade, devemos considerar os diferentes momentos da carreira profissional de jovens e adultos para contribuir com o ingresso ágil no mercado de trabalho.

Nesse sentido, é preciso atender às mudanças e demandas mais urgentes e pensar em uma oferta de cursos presenciais e híbridos estruturados para desenvolver as competências específicas que o mercado de trabalho demanda. Deste modo, estimular o aperfeiçoamento e a capacitação de jovens e adultos a partir de um modelo acadêmico inovador que inclua não apenas cursos de graduação e pós-graduação, mas, também, cursos livres, profissionalizantes e técnicos, ou seja, oferecer soluções educacionais adaptáveis que se encaixem nas necessidades e ritmo de cada um.

O ensino profissionalizante, por exemplo, se apresenta como uma das ferramentas com um enorme potencial para ajudar a solucionar o desafio. Não à toa, o Plano Nacional de Educação (PNE) prevê elevar a taxa de matrícula na educação profissional técnica de nível médio para 50% até 2024.

No Brasil, de acordo com o IBGE, o número de brasileiros matriculados na educação profissional e técnica representa apenas 8% dos estudantes, bem abaixo da União Europeia (46%) e nos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com 40%.

Uma educação diversificada, considerando a oferta de cursos livres e profissionalizantes, ganha cada vez mais importância para a qualificação da mão de obra e como porta de entrada para o mercado de trabalho. Mais do que a transmissão do conhecimento, a educação assume o papel de ajudar as pessoas a darem o próximo passo em sua carreira, entendendo o que ela precisa no seu momento de vida. Essa mudança tênue é importantíssima, na medida em que o foco deixa de ser naquilo que as instituições ensinam e passa a ser as necessidades de cada estudante.

A profissionalização representa ainda a oportunidade de estabelecer uma ponte para o ensino superior, na medida em que contribui para amadurecer o entendimento da trajetória desejada pelos futuros profissionais, sem que tenham de abrir mão da conquista de um ganho salarial e de sua inserção no mercado de trabalho.

Desta forma, é possível criar as bases para melhorar a vida das pessoas a partir de conhecimentos que viabilizem a conquista de mais oportunidades de emprego e de renda, estabelecendo ainda um ciclo que permita obter clareza e segurança quanto à trajetória educacional que os ajudará a dar o próximo passo para construir uma melhor versão de si antes de ingressar na educação superior.

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