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MinC divulga resultado final do Prêmio Carolina Maria de Jesus

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Ministério da Cultura (MinC) divulgou, nesta quinta-feira (07/12), o Resultado Final da Seleção do Prêmio Carolina Maria de Jesus de Literatura Produzida por Mulheres 2023.

A lista com as escolhidas para o primeiro edital com ações afirmativas lançado pela Pasta, desde a sua retomada, comemora a potência da produção no país, com premiadas em todos os gêneros literários.

Para mais informações, consulte o edital.

Foram recebidas 2.619 inscrições, com 1.922 habilitadas e avaliadas e 61 selecionadas – 12 de mulheres negras; seis PcD (pessoas com deficiência); três indígenas; três quilombolas e 37 na categoria “não se aplica”, que corresponde à ampla concorrência. Nessa última categoria há uma escritora transgênero premiada.

“O Prêmio Carolina Maria de Jesus passa a ser um instrumento permanente do MinC para o fomento da literatura produzida por mulheres. E sua primeira edição foi emblemática, com um número expressivo de propostas, gerando uma cartografia literária muito potente”, afirma o secretário de Formação, Livro e Leitura, Fabiano Piúba.

E completa: “Compreendemos assim, que estamos prestigiando as obras das escritoras inscritas, além de celebrar uma produção literária diversa e valorizar a literatura elaborada por escritoras brasileiras destacando, especialmente, as escritoras negras, indígenas, quilombolas e PCD que foram selecionadas nesta premiação, algo inédito em prêmios literários”.

O número de escritoras premiadas saltou de 40 para 60, fruto do alto número de obras com alta avaliação, em sua maioria, notas máximas.

Com isso, o recurso inicial de R$ 2 milhões também aumentou e passou a ser de R$ R$ 3.050.000,00.

O Prêmio Carolina Maria de Jesus traz um retrato importante da escrita no Brasil.

Entre as 61 selecionadas, três são do Centro-Oeste (4,92%); 12 do Nordeste (19,67%); quatro do Norte (6,56%), 32 do Sudeste (52,46%) e 10 do Sul (16,39%). Um outro olhar para o resultado aponta uma diversidade de formatos da literatura produzida por mulheres.

O diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Sefli, Jéferson Assumção, destaca a importância do edital para apresentar a pluralidade da literatura feita no Brasil.

“Não são apenas as escritoras contempladas que ganham com este edital, mas toda a sociedade brasileira, na medida em que novas vozes surgem para falar sobre nossas realidades e possibilidades de invenção. Esta é a importância dos editais, pois são instrumentos que possibilitam não apenas democratizar o acesso aos recursos públicos, mas sobretudo mostrar parte da imensa diversidade da produção literária brasileira. O Edital Carolina Maria de Jesus integra uma série de iniciativas que começam a ser desenvolvidas no país para apoio e reconhecimento da qualidade da nossa escrita. Neste caso, a feita por mulheres. Mais vozes, mais riqueza, mais diversidade”.

Das 61 selecionadas, 15 apresentaram obras no gênero conto (24,59%); quatro na crônica (6,56%); 14 na poesia (22,95%); uma no quadrinho (1,64%); 24 no romance (39,34%) e três no roteiro de teatro (4,92%).

As mais de sessenta escritoras selecionadas com obras inéditas receberão R$ 50 mil cada. A Comissão de Seleção do concurso contou com 74 avaliadoras.

O grupo incluiu professoras, escritoras, servidoras públicas e gestoras do livro e leitura de todo o país, que analisaram 1.922 obras literárias.

“O resultado do prêmio Carolina é potente como a literatura produzida por todas essas escritoras do país inteiro. Gosto de imaginar Carolina, que tanto lutou para escrever, abrindo as portas para tantas escritoras, especialmente as negras, quilombolas e indígenas”, comenta a coordenadora-geral de Livro e Literatura da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, Andressa Marques.

Homenagem

Além de impulsionar trabalhos literários produzidos por mulheres, o prêmio homenageia uma escritora brasileira de renome internacional: Carolina Maria de Jesus.

Nascida em 1914, ela escrevia sobre o seu cotidiano, suas reflexões e criava imagens literárias em um caderno quando morava na favela do Canindé, na Zona Norte de São Paulo.

Em 1958, ela conheceu o jornalista Audálio Dantas, que a auxiliou na publicação de seus diários.

O prêmio se tornou histórico ao distribuir R$ 3.050.000,00 (três milhões e cinquenta mil reais) para 61 prêmios de R$ 50 mil para obras literárias inéditas produzidas por mulheres brasileiras (cis ou transgênero).

“Certamente nós teremos um resultado importante para o mapeamento da literatura feita por mulheres no Brasil”, garante Jéferson.

Confira o perfil das 61 escritoras selecionadas:

 Selecionadas x Região

  • Centro-Oeste: 3 (4,92%)
  • Nordeste: 12 (19,67%)
  • Norte: 4 (6,56%)
  • Sudeste: 32 (52,46%)
  • Sul: 10 (16,39%)

Selecionadas x Gênero da Obra

  • Conto: 15 (24,59%)
  • Crônica: 4 (6,56%)
  • Poesia: 14 (22,95%)
  • Quadrinho: 1 (1,64%)
  • Romance: 24 (39,34%)
  • Roteiro de teatro: 3 (4,92%)

Selecionadas x Categoria

  • Não se aplica: 37 (60,66%)
  • Negras: 12 (19,67%)
  • PcD: 6 (9,84%)
  • Indígenas: 3 (4,92%)
  • Quilombolas: 3 (4,92%)
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